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CELEBRAÇÃO DO TERCEIRO DOMINGO DO TEMPO COMUM

em Sab Jan 20, 2018 5:52 pm


CELEBRAÇÃO DA PALAVRA
3º DOMINGO DO TEMPO COMUM

20 de janeiro de 2018 – Cor litúrgica: Verde




(P = Presidente; A = Assembleia)

RITOS INICIAIS

PROCISSÃO DE ENTRADA


SAUDAÇÃO INICIAL
P.: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
A.: Amém.
P.: A paz esteja convosco.
A.: Ele está no meio de nós.

ATO PENITENCIAL
P.: Irmãos e irmãs, reconheçamos as nossas culpas para celebrarmos dignamente os santos mistérios. (silêncio) Confessemos os nossos pecados:

A.: Confesso a Deus Todo-Poderoso e a vós, irmãos e irmãs, que pequei muitas vezes por pensamentos e palavras, atos e omissões, por minha culpa, minha tão grande culpa. E peço à Virgem Maria, aos anjos e santos e a vós, irmãos e irmãs, que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor.
P.: Deus Todo-Poderoso, tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.
A.: Amém.


GLÓRIA


A.: Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens por Ele amados. / Senhor Deus, rei dos céus, Deus Pai Todo-Poderoso:/ nós vos louvamos,/ nós vos bendizemos,/ nós vos adoramos,/ nós vos glorificamos,/ nós vos damos graças por vossa imensa glória./ Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito,/ Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai./  Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós./ Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica./ Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós./ Só vós sois o Santo,/ só vós, o Senhor,/ Só vós, o Altíssimo, Jesus Cristo, com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai. Amém.

LITURGIA DA PALAVRA

PRIMEIRA LEITURA: Jonas 3,1-5.10
Leitura da Profecia de Jonas
A palavra do Senhor foi dirigida a Jonas nos seguintes termos:
«Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive
e apregoa nela a mensagem que Eu te direi».
Jonas levantou-se e foi a Nínive,
conforme a palavra do Senhor.
Nínive era uma grande cidade aos olhos de Deus;
levava três dias a atravessar.
Jonas entrou na cidade, caminhou durante um dia
e começou a pregar nestes termos:
«Daqui a quarenta dias, Nínive será destruída».
Os habitantes de Nínive acreditaram em Deus,
proclamaram um jejum
e revestiram-se de saco, desde o maior ao mais pequeno.
Quando Deus viu as suas obras
e como se convertiam do seu mau caminho,
desistiu do castigo com que os ameaçara
e não o executou.
- Palavra do Senhor.
A.: Graças a Deus.

SALMO RESPONSORIAL: Sl 24 (25)
Refrão: Ensinai-me, Senhor, os vossos caminhos.

- Mostrai-me, Senhor, os vossos caminhos,
ensinai-me as vossas veredas.
Guiai-me na vossa verdade e ensinai-me,
porque Vós sois Deus, meu Salvador.

- Lembrai-Vos, Senhor, das vossas misericórdias
e das vossas graças, que são eternas.
Lembrai-Vos de mim segundo a vossa clemência,
por causa da vossa bondade, Senhor.

- O Senhor é bom e reto,
ensina o caminho aos pecadores.
Orienta os humildes na justiça
e dá-lhes a conhecer os seus caminhos.

SEGUNDA LEITURA: 1 Coríntios 7, 29-31
Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo aos Coríntios
O que tenho a dizer-vos, irmãos,
é que o tempo é breve.
Doravante,
os que têm esposas procedam como se as não tivessem;
os que choram, como se não chorassem;
os que andam alegres, como se não andassem;
os que compram, como se não possuíssem;
os que utilizam este mundo, como se realmente não o utilizassem.
De fato, o cenário deste mundo é passageiro.
- Palavra do Senhor.
A.: Graças a Deus.

ACLAMAÇÃO AO EVANGEHO


EVANGELHO: Marcos 1,14-20
P.: O Senhor esteja convosco.
A.: Ele está no meio de nós.
P.: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
A.: Glória a Vós, Senhor.
Depois de João ter sido preso,
Jesus partiu para a Galileia
e começou a proclamar o Evangelho de Deus, dizendo:
«Cumpriu-se o tempo e está próximo o reino de Deus.
Arrependei-vos e acreditai no Evangelho».
Caminhando junto ao mar da Galileia,
viu Simão e seu irmão André,
que lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores.
Disse-lhes Jesus:
«Vinde comigo e farei de vós pescadores de homens».
Eles deixaram logo as redes e seguiram-n’O.
Um pouco mais adiante,
viu Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João,
que estavam no barco a consertar as redes;
e chamou-os.
Eles deixaram logo seu pai Zebedeu no barco com os assalariados
e seguiram Jesus.
- Palavra da Salvação.
A.: Glória a Vós, Senhor.

Homilia.

Estimados irmãos, povo de Deus aqui no Principado de Maryen, a paz esteja com vocês! Minha saudação especial à SAR Thomas e as autoridades deste belíssimo país. Venho até a Cidade do Príncipe, nesta paróquia de São Teodoro de Hereacleia, como portador de uma mensagem de vida e paz. Sabemos que também no micromundo precisamos de paz, precisamos promover a paz. As leituras de hoje nos faz pensar no chamado de Deus, na vocação que um tem. Um dos apelos do Senhor é que sejamos anunciadores da paz.

Como já se sabe, nas leituras da liturgia dos domingos (fins de semana), a primeira e a terceira (o evangelho) estão sempre unidas tematicamente, enquanto que a segunda costuma ir por caminhos independentes. Hoje o par de leituras principais são a da pregação de Jonas na cidade Nínive, e a pregação de Jesus ao começar seu ministério, precisamente "depois que João Batista foi preso", ou seja, ao faltar o profeta.

A leitura sobre Jonas apresenta hoje um conteúdo positivo: o profeta aceita o mandato de Deus que lhe envia a pregar. Ele vai, prega, e além do mais, sua pregação é coroada de êxito, pois a cidade toda se arrepende.

O comentário mais simples a este texto pode ir na linha da importância da pregação profética para a conversão dos que estão afastados de Deus. É um tema conhecido. E, como dizíamos, faz um paralelismo com o texto do evangelho: Jesus é um novo profeta, que se assemelha à linha dos profetas clássicos, que também se lança pelos caminhos para pregar uma mensagem de conversão.

A leitura da 1ª carta de Paulo aos Coríntios também pode iluminar-se hoje com a do evangelho de Marcos: diante do reinado de Deus que foi instaurado pela atuação de Jesus -sua pregação, seus milagres, suas controvérsias, especialmente sua morte e ressurreição-, todas as realidades humanas adquirem um novo sentido: comprar, vender, chorar, rir, casar-se ou permanecer celibatário, tudo é diferente e seu valor distinto. Absolutamente definitivo é o exercício da vontade salvífica de Deus que Jesus veio pôr em marcha. Por isso Paulo pode afirmar que "a apresentação deste mundo termina", ou seja, que Deus faz novas todas as coisas realizando a utopia de seu Reino onde pobres e tristes, enfermos e condenados, excluídos e ofendidos da terra são resgatados e acolhidos, e onde os ricos e os poderosos são chamados urgentemente à conversão.

Depois de narrar-nos os inícios do evangelho com João Batista, com a unção messiânica de Jesus no rio Jordão e com suas tentações no deserto, Marcos nos relata, em frases bem condensadas, os inícios da atividade pública de Jesus: é o humilde carpinteiro de Nazaré que agora percorre sua região, a próspera mas difamada Galileia, pregando nas aldeias e cidades, nas encruzilhadas dos caminhos, nas sinagogas e nas praças. Sua voz chega a quem quiser ouvi-lo, sem excluir ninguém, sem exigir nada em troca. Uma voz despojada e vibrante como a dos antigos profetas. Marcos resume todo o conteúdo da pregação de Jesus nestes dois momentos: o reinado de Deus já começou –o prazo de sua espera já se cumpriu– e diante do reinado de Deus só cabe converter-se, acolhê-lo, aceitá-lo com fé.

Os judeus que ouviam a Jesus recordavam muitos reinados: o bem recente reinado de Herodes, o Grande, sanguinário e ambicioso; o reinado dos asmoneus, descendentes dos libertadores Macabeus, reis que haviam exercido simultaneamente o sumo sacerdócio e haviam oprimido o povo, tanto ou mais que os invasores gregos, os selêucidas. Recordavam também os velhos reis do remoto passado, convertidos em figuras de lendas douradas, Davi e seu filho Salomão, e a lista tão grande de seus descendentes que por quase 500 anos haviam exercido sobre o povo um poder totalitário, quase sempre tirânico e explorador. De que rei Jesus falava agora? Daquele anunciado pelos profetas e ansiado pelos justos. Um rei divino que garantiria aos pobres e aos humildes a justiça e o direito e excluiria de sua vista os violentos e opressores. Um rei universal que anularia as fronteiras entre os povos e faria confluir a seu monte santo todas as nações, inclusive as mais bárbaras e sanguinárias, para instaurar no mundo uma era de paz e fraternidade, apenas comparável à era paradisíaca anterior ao pecado.

Este "reinado de Deus" que Jesus anunciava há dois mil anos pela Galileia, continua sendo a esperança de todos os pobres da terra. Esse reino que já está em marcha desde que Jesus o proclamara, porque continua sendo anunciando pelos seus discípulos, os que Ele chamou a seu seguimento para confiar-lhes a tarefa de pescar com as redes do Reino os seres humanos de boa vontade. É o Reino que a Igreja proclama e que todos os cristãos do mundo se esforçam por construir de mil formas, todas elas reflexo da vontade amorosa de Deus: curando os enfermos, dando pão aos famintos, acalmando a sede dos sedentos, ensinando a quem não sabe, perdoando os pecadores e acolhendo-os na mesa fraterna; denunciando, com palavras e atitudes, os violentos, opressores e injustos.

Cabe a nós, como a Jonas, a Paulo e ao mesmo Jesus, retomar as bandeiras do reinado de Deus e anunciá-lo em nossos tempos e em nossas sociedades: a todos os que sofrem e a todos os que oprimem e devem converter-se, para que a vontade amorosa de Deus se cumpra para todos os seres do universo.

CREIO


A.: Creio em um só Deus, Pai Todo-Poderoso, criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis. Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos: Deus de Deus, Luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, não criado, consubstancial ao Pai. Por ele todas as coisas foram feitas. E por nós, homens, e para nossa salvação, desceu dos céus e se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria e se fez homem. Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia conforme as Escrituras e subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai. E de novo há de vir, em sua glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim. Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: Ele que falou pelos profetas. Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica. Professo um só Batismo para remissão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir. Amém.

RITOS FINAIS

PAI NOSSO
P.:  Guiados pelo Espírito de Jesus e iluminados pela sabedoria do Evangelho, rezemos pela paz no micromundo e ousamos dizer:


BENÇÃO
P.: Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e Filho + e Espírito Santo.
A.: Amém.
P.: Ide em paz e o Senhor vos acompanhe.
A.: Graças a Deus.

Enquanto se entoa o canto final o arcebispo, precedido pelos demais ministros, retira-se.

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Re: CELEBRAÇÃO DO TERCEIRO DOMINGO DO TEMPO COMUM

em Sab Jan 20, 2018 10:56 pm
Excelente trabalho da CEMIC, fico feliz em ter a atividade da Igreja nas terras maryenhas, nos leva à reflexão.

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