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31º DOMINGO DO TEMPO COMUM - INSTALAÇÃO DA PARÓQUIA SÃO TEODORO DE HERACLEIA

em Dom Nov 05, 2017 7:23 pm


XXXI DOMINGO DO TEMPO COMUM
Ano A / Cor litúrgica: Verde





RITOS INICIAIS

PROCISSÃO DE ENTRADA





SAUDAÇÃO DO PRESIDENTE DA CELEBRAÇÃO
Arc.: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
As.: Amém.
Arc.: A paz esteja convosco.
As.: O amor de Cristo nos uniu.

ATO PENITENCIAL
Arc.: Irmãos e irmãs, no dia em que celebramos a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte, também nós somos convidados a morrer ao pecado e ressurgir para uma vida nova. Reconheçamo-nos necessitados da misericórdia do Pai (pausa). Confessemos os nossos pecados.

As.: Confesso a Deus Todo-Poderoso e a vós, irmãos e irmãs, que pequei muitas vezes por pensamentos e palavras, atos e omissões, (batendo no peito) por minha culpa, minha tão grande culpa. E peço à Virgem Maria, aos anjos e santos e a vós, irmãos e irmãs, que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor.

Arc.: Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.
As.: Amém.





GLÓRIA





ORAÇÃO
Pres.: OREMOS: Ó Deus de poder e misericórdia, que concedeis a vossos filhos e filhas a graça de vos servir como devem, fazei que corramos livremente ao encontro das vossas promessas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
As.: Amém.


LITURGIA DA PALAVRA


I LEITURA (Ml 1,14b-2,2b.8-10)
Leitura da Profecia de Malaquias:
Eu sou um grande Rei, diz o Senhor do Universo,
e o meu nome é temível entre as nações.
Agora, este aviso é para vós, sacerdotes:
Se não Me ouvirdes,
se não vos empenhardes em dar glória ao meu nome,
diz o Senhor do Universo,
mandarei sobre vós a maldição.
Vós desviastes-vos do caminho,
fizestes tropeçar muitos na lei
e destruístes a aliança de Levi,
diz o Senhor do Universo.
Por isso, como não seguis os meus caminhos
e fazeis acepção de pessoas perante a lei,
também Eu vos tornarei desprezíveis e abjetos
aos olhos de todo o povo.
Não temos todos nós um só Pai?
Não foi o mesmo Deus que nos criou?
Então porque somos desleais uns para com os outros,
profanando a aliança dos nossos pais?
– Palavra do Senhor.
As.: Graças a Deus.

SALMO RESPONSORIAL Sl (?)





II LEITURA (1 Ts 2,7b-9.13)
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses.
Irmãos:
Fizemo-nos pequenos no meio de vós.
Como a mãe que acalenta os filhos que anda a criar,
assim nós também, pela viva afeição que vos dedicamos,
desejaríamos partilhar convosco,
não só o Evangelho de Deus, mas ainda própria vida,
tão caros vos tínheis tornado para nós.
Bem vos lembrais, irmãos, dos nossos trabalhos e canseiras.
Foi a trabalhar noite e dia,
para não sermos pesados a nenhum de vós,
que vos pregámos o Evangelho de Deus.
Por isso, também nós damos graças a Deus sem cessar,
porque, depois de terdes ouvido a palavra de Deus
por nós pregada,
vós a acolhestes, não como palavra humana,
mas como ela é realmente, palavra de Deus,
que permanece ativa em vós que abraçastes a fé.
– Palavra do Senhor.
As.: Graças a Deus.

ACLAMAÇÃO (Mt 23,9b.10b)





EVANGELHO (Mt 23,1-12)
Diác.: O Senhor esteja convosco.
As.: Ele está no meio de nós.
Diác.: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo ??.
As.: Glória a Vós, Senhor.
Diác.: Naquele tempo,
Jesus falou à multidão e aos discípulos, dizendo:
«Na cadeira de Moisés sentaram-se os escribas e os fariseus.
Fazei e observai tudo quanto vos disserem,
mas não imiteis as suas obras,
porque eles dizem e não fazem.
Atam fardos pesados e põem-nos aos ombros dos homens,
mas eles nem com o dedo os querem mover.
Tudo o que fazem é para serem vistos pelos homens:
Usam largas faixas com trechos da Escritura,
na testa e nos braços, e põe na roupa largas franjas;
gostam do primeiro lugar nos banquetes
e dos primeiros assentos nas sinagogas,
das saudações nas praças públicas
e que os tratem por ‘Mestres’.
Vós, porém, não vos deixeis tratar por ‘Mestres’,
porque um só é o vosso Mestre e vós sois todos irmãos.
Na terra não chameis a ninguém vosso ‘Pai’,
porque um só é o vosso pai, o Pai celeste.
Nem vos deixeis tratar por ‘Doutores’,
porque um só é o vosso doutor, o Messias.
Aquele que for o maior entre vós será o vosso servo.
Quem se exalta será humilhado
e quem se humilha será exaltado».
– Palavra da Salvação.
As.: Glória a Vós, Senhor.

HOMILIA

O Evangelho deste domingo coloca-nos, mais uma vez, em Jerusalém, nos últimos dias antes da paixão e morte de Jesus. É nesses dias que se desenrola o confronto final entre Jesus e o judaísmo. Os líderes da nação judaica, escudados nas suas certezas, convicções e preconceitos, continuam a recusar a proposta do Reino e a preparar o processo contra Jesus.

A passagem que hoje nos é proposta é a introdução a um extenso discurso de condenação, que Jesus pronuncia contra os líderes religiosos de Israel (cf. Mt 23,13-36). É neste discurso que aparecem os sete famosos “ai de vós, escribas e fariseus…”. Para Mateus, o discurso é a resposta de Jesus à intransigência dos judeus em acolher as propostas de Deus.

Ao longo do discurso, Mateus põe na boca de Jesus uma apreciação extremamente negativa dos escribas (especialistas da Escritura, muitos dos quais eram fariseus) e dos fariseus. É preciso dizer, no entanto, que este retrato dos fariseus não é totalmente justo… No geral, os fariseus eram crentes entusiastas, que procuravam conhecer e se esforçavam por cumprir escrupulosamente a Lei de Moisés. Estavam presentes em todos os passos da vida religiosa dos israelitas e procuravam instilar no Povo o respeito pela Lei, a fim de que Israel fosse, cada vez mais, um Povo santo, dedicado a Jahwéh e vivendo na órbita de Jahwéh. Tratava-se de um grupo sério, bem intencionado, verdadeiramente empenhado na santificação da comunidade israelita. No entanto, o seu fundamentalismo em relação à Lei foi, algumas vezes, criticado por Jesus. Ao afirmarem a superioridade da Lei, desprezavam muitas vezes o Homem e criavam no Povo um sentimento de pecado e de indignidade que oprimia as consciências… Dando demasiado relevo à Lei, esqueciam o essencial – o amor e a misericórdia. E ao considerarem-se a si próprios os “puros” que viviam de acordo com a Lei, desprezavam o “’am aretz” (o “povo do país”) que, por causa da ignorância e da dura vida que levava, não podia cumprir integralmente os preceitos da Lei.

A opinião que Jesus fazia dos fariseus seria tão dura como a que este texto nos apresenta? Provavelmente não. É preciso recordar que o Evangelho segundo Mateus apareceu na parte final do séc. I (década de 80), quando os fariseus eram a corrente dominante no judaísmo e apareciam como o rosto polémico desse adversário judaico com que os cristãos todos os dias se confrontavam. Este texto deve estar marcado por essa perspectiva. Talvez mais do que transmitir a opinião de Jesus sobre os fariseus, apresenta a imagem que os cristãos dos finais do primeiro século tinham do judaísmo e dos seus líderes.

O nosso texto divide-se em duas partes. Na primeira, Jesus traça um retracto dos fariseus (vers. 1-7); na segunda, Jesus deixa alguns conselhos aos discípulos para que não se transformem também em “fariseus” (vers. 8-12).

Como são, então, os fariseus? Deles diz-se, em primeiro lugar, que se sentam na cadeira de Moisés (vers. 2). A expressão refere-se à autoridade exclusiva que os fariseus a si próprios se atribuíam para interpretar a Lei de Moisés (é preciso dizer, no entanto, que a acusação quadra melhor com os fariseus da época de Mateus, do que com os fariseus da época de Jesus: na época de Mateus – no judaísmo pós-destruição de Jerusalém – os fariseus já eram a corrente dominante e funcionavam como a autoridade exclusiva na interpretação e na aplicação da Lei, facto que não acontecia na época de Jesus). Eles são acusados aqui de se terem apropriado da Palavra de Deus e de a terem desvirtuado com regras, normas, obrigações interpretações legalistas e casuísticas que, em lugar de favorecerem o encontro do homem com Deus, só serviram para afastar cada vez mais os dois parceiros da Aliança.

Deles diz-se, em segundo lugar, que são incoerentes (vers. 3). “Dizem e não fazem”. O seu comportamento não é coerente com as suas palavras e os seus ensinamentos. Os cristãos são convidados a escutar os seus ensinamentos – coisa que muitos cristãos de origem judaica faziam – mas a não imitar o seu exemplo.

Deles diz-se, em terceiro lugar, que carregam os homens com fardos pesados e insuportáveis (vers. 4). Na verdade, as exigências dos fariseus tornavam impossível a vida dos crentes, tantas eram as leis, as obrigações, as proibições que eles faziam derivar da Lei. A impossibilidade de conhecer e de cumprir todo esse imenso arsenal legal, criava nos crentes uma consciência de impureza e de pecado que oprimia as consciências e que matava a alegria. Era uma autêntica escravatura da Lei.

Deles diz-se, finalmente, que gostam de fazer da sua fé e da sua piedade um espetáculo e uma exibição. Fazem as coisas para que todos percebam a sua grandeza e superioridade, e não se esquecem nunca de publicitar a sua fé e a sua piedade. Por vaidade, alargam as filactérias (caixinhas de couro contendo trechos da Torah, que os israelitas usam, a partir dos 13 anos, durante as orações matinais) e as borlas (franjas colocadas nas quatro extremidades do manto – tallît – que o judeu piedoso colocava aos ombros durante a oração). O que lhes interessa é a imagem que dão, o reconhecimento dos homens e os títulos de honra.

E os cristãos, como devem viver? Que cuidados é preciso ter para que o farisaísmo não se perpetue na Igreja de Jesus?

Fundamentalmente, é preciso que a comunidade cristã seja uma verdadeira fraternidade (vers. 8: “vós sois todos irmãos”). A Igreja não é constituída por “superiores” e “súbditos”, “mestres” e “discípulos”, “pais” e “filhos”, “doutores” e “alunos”, mas por irmãos iguais, que têm um Pai comum (vers. 9: “um só é o vosso Pai, aquele que está no céu”) e que seguem o mesmo Cristo (vers. 10: “um só é o vosso doutor, Cristo”). Na Igreja de Jesus não pode haver quem queira mandar nos outros, ou quem se considere a si próprio mais importante, mais digno, mais honrado, mais preparado do que os outros… Na Igreja de Jesus não pode existir, à imagem da estrutura hierárquica judaica, um esquema complicado de graus, de acordo com a diferente dignidade dos membros da comunidade. Na Igreja de Jesus os títulos de honra, os lugares reservados, a luta pelos primeiros lugares, não fazem qualquer sentido. Na comunidade de Jesus, só o amor e o serviço devem ter o primeiro lugar (vers. 11: “o maior de entre vós, será o vosso servo”).

A comunidade cristã deve anunciar profeticamente o Reino de Deus… Ora, nesse Reino proposto aos homens por Deus e inaugurado por Jesus, só o Pai (Deus) e o Filho (Jesus) ocupam um lugar de honra. Os crentes, iguais em dignidade, são irmãos; entre si, devem amar-se e fazer-se servidores uns dos outros.

Irmãos, rezemos pela Igreja que está na Arquidiocese de Treviso, especialmente pelas paróquias que foram criadas hoje: São Teodoro de Heracleia em Maryen, Jesus Bom Pastor na Meridionália e São Marino na República de San Marino. Com a graça de Deus a missão evangelizadora acontece no micromundo.

Venho hoje celebrar com vocês, meus filhos, povo de Deus aqui em Maryen, e instalar a Paróquia São Teodoro de Heracleia. que o bom Deus os abençoe sempre! Que possamos juntos, aqui também, edificar o Reino de Deus.

Agradeço pela acolhida, especialmente de vosso Príncipe Soberano Thomas. Que pela misericórdia e amor Deus governe vosso povo.


CREDO
Arc.: Creio em Deus Pai, todo-poderoso, Criador do céu e da terra;
As.: E em Jesus Cristo, um só seu Filho (seu único Filho), Nosso Senhor,
Que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu de Maria Virgem;
Padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado;
Desceu aos infernos, ressuscitou ao terceiro dia;
Subiu ao Céu, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso,
De onde há de vir a julgar os vivos e os mortos.
Creio no Espírito Santo,
Na Santa Igreja Católica, na comunhão dos Santos,
Na remissão dos pecados,
Na ressurreição da carne,
Na vida eterna.
Amém.


RITOS FINAIS


PAI NOSSO
Arc.: O Senhor nos comunicou o seu Espírito. Com confiança e a liberdade de filhos e filhas, ousamos dizer:





BENÇÃO
Arc.: Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e Filho + e Espírito Santo.
As.: Amém.
Diác.: Impulsionados pelo Espírito Santo, levai a todos a alegria do Senhor ressuscitado, ide em paz e o Senhor vos acompanhe.
As.: Graças a Deus.


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Re: 31º DOMINGO DO TEMPO COMUM - INSTALAÇÃO DA PARÓQUIA SÃO TEODORO DE HERACLEIA

em Dom Nov 05, 2017 10:34 pm
Amém. Que o bom Deus, através de seus intercessores ou diretamente através de sua grandeza possa me dar a lucidez e a capacidade necessária para governar este Principado pelo caminho da justiça e da verdade. Agradeço o trabalho da CEMIC em fortalecer a fé no Principado de Maryen através deste importante projeto.

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Thomas de Aquiwedé-Brigância e Albuquerque-Maryen
Príncipe Soberano do Principado de Maryen
Duque da Ilha do Príncipe
Omubiito do Reino Unido de Brigância e Afrikanda
Arquiduque de Aquiwedé
Conde de Sofala
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